Câmara aprova estudo para criação de área de carga e descarga na área central
Pedido original da vereadora Luana Lanfredi foi ajustado por emenda do vereador Jean Carlos Mazzotti para especificar local na Rua Major Cândido Cony, gerando amplo debate sobre a necessidade de uma lei municipal para o tema
PUBLICADO EM 07/07/2025 - 13:35

Em sessão plenária ordinária nesta quinta-feira, 03 de julho, a Câmara de Vereadores aprovou o Pedido de Providências nº 44/2025, que solicita um estudo técnico para a implantação de uma área de carga e descarga na região central. A proposta original da vereadora Luana Lanfredi foi acrescida de uma emenda do vereador Jean Carlos Mazzotti, que especificou o local para a Rua Major Cândido Cony, esquina com a Avenida Severiano de Almeida.

A emenda e o pedido de providências foram aprovados por unanimidade após um extenso debate que envolveu a maioria dos parlamentares.

Detalhes da proposta e da emenda

A vereadora Luana Lanfredi justificou seu pedido pela necessidade urgente dos comerciantes da Avenida Severiano de Almeida, que enfrentam dificuldades para receber mercadorias, gerando transtornos no trânsito. Ela sugeriu a definição de um local com placas e horários estabelecidos.

O vereador Jean Carlos Mazzotti propôs a emenda para direcionar o estudo para três vagas de estacionamento na Rua Major Cândido Cony, que, segundo ele, poderiam abrigar os caminhões de entrega e beneficiar um número maior de estabelecimentos comerciais.

Debate sobre uma solução ampla

A discussão da matéria levantou a necessidade de uma solução mais ampla para o município. O vereador Ademar José Rigon lembrou que tentativas de criar uma lei geral no passado não avançaram por falta de consenso entre os comerciantes.

O vereador Vilmar Antonio Soccol resgatou a ideia de um "porto seco", discutida há vários mandatos, onde caminhões maiores descarregariam em uma área fora do centro e veículos menores fariam a distribuição. "Getúlio, das cidades de porte médio, ninguém mais entra no centro para distribuir", argumentou Soccol, defendendo um planejamento de longo prazo.

O presidente Jeferson Wilian Karpinski concordou com a necessidade de uma lei municipal, prevendo que a criação de um ponto específico geraria demandas semelhantes em outras ruas comerciais.